Como identificar e se proteger contra os riscos

Atuando fora da legalidade, empresas clandestinas de segurança podem colocar a sua organização em risco. Veja como se proteger!

Lidar com a segurança privada e a vigilância patrimonial é uma tarefa complexa e que exige preparo e conhecimento agregado, tanto por parte do vigilante quanto por parte da empresa. Por isso, para atuar nesse mercado é necessário cumprir uma série de exigências legais, que garantam sua atuação. Ainda assim, em um mercado paralelo, companhias clandestinas de segurança seguem agindo e oferecendo mão de obra barata e insegura.

Esse tipo de contratação transmite uma falsa sensação de segurança, pela presença do “vigilante” (muitas vezes sem o curso de formação). Porém, acaba gerando uma série de problemas e riscos escondidos sob a superfície. Identificar e evitar contratos desse tipo é a melhor forma de evitar problemas legais para a contratante.

Como identificar e se proteger contra os riscos

Para agir dentro da lei, as companhias de segurança devem estar devidamente autorizadas pela Polícia Federal. As normas de funcionamento, estabelecidas pela Lei nº 7.102/83, são regulamentadas pelo Decreto nº 89.056/83 e pela Portaria nº 992. Para se proteger e identificar empresas fora da legislação, cheque se todas as autorizações foram concedidas. Você pode incluir a exigência da apresentação desses comprovantes no momento da abertura da concorrência, por exemplo.

Também é possível realizar a checagem por conta própria, a Polícia Federal disponibiliza em seu site áreas para consultar a idoneidade tanto da organização quanto dos vigilantes contratados.

Por que escolher uma empresa legalizada

Contratar uma instituição legal oferece diversas vantagens quando comparado com a contratação de uma clandestina. A principal delas é a certeza e a responsabilidade como o único empregador: contratar uma empresa legalizada é uma questão de segurança. Isso porque, ao cumprir a legislação vigente, a companhia demonstra um nível de responsabilidade que falta à clandestina.

A estrutura que mantém uma companhia idônea funcionando agrega tranquilidade e garantias para a contratante. Escolher uma entidade legalizada é contar com um aparato legal, jurídico, econômico e funcional que uma clandestina não pode oferecer. Além disso, ao contratar uma corporação não-legalizada, a contratante se torna co-responsável por ocorrências com o vigilante, processos trabalhistas e acidentes de trabalho.

Processo de contratação

Uma das principais diferenças práticas entre clandestinas e legalizadas é o processo de contratação do vigilante. Corporações ilegais trabalham com contratos de profissionais “autônomos” que muitas vezes não têm as autorizações e treinamentos necessários para atuarem como vigilantes. Isso coloca a empresa contratante em uma posição de fragilidade. A falta de treinamento pode levar a acidentes, pelos quais a responsabilidade poderá cair sobre a contratante. Já a falta de regulamentação pode levar a consequências legais na ocorrência de fiscalizações.

Garantir que o processo de contratação foi adequado, considerando o perfil certo para a vaga e os treinamentos necessários para a função, é uma forma de diminuir os riscos a que tanto o profissional quanto o patrimônio estão expostos.